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Cresce o número de pequenos e médios varejistas na internet, mas índice de mortalidade no primeiro ano ainda é muito alto

Ao contrário do que possa parecer, o comércio eletrônico brasileiro está se tornando um universo cada vez mais democrático. Pesquisa divulgada no final de março pela e-bit mostra que a participação dos pequenos e médios varejistas tem crescido na internet. A comparação entre os resultados do quarto trimestre de 2008 e o mesmo período de 2007 revela que os dez maiores varejistas on-line perderam 3,2% de participação no mercado. Ainda segundo a pesquisa, se considerada somente a participação do líder de mercado, a perda chega a 5,3% de market share.

Alguns fatores ajudam a entender essa sutil – mas importante – alteração de cenário no varejo eletrônico. Para Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, a explicação está no menor custo para implantação e divulgação on-line de uma loja, aliado à maior oferta de ferramentas e fornecedores especializados em e-commerce. “É possível encontrar dispositivos para segurança, crédito, propaganda, logística e pós-venda com custos acessíveis, o que garante uma presença mais democrática das lojas”, destaca o executivo.

Não era sem tempo. Outro estudo, realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), mostra que os pequenos varejistas precisam se proteger se quiserem manter seus negócios de forma saudável na internet. Estima-se que todos os anos 45% das lojas estreantes no universo virtual deixam de existir. Entre as maiores fragilidades estão as compras fraudulentas e a logística inadequada. A ausência de marketing on-line é outra deficiência. Muitas pequenas lojas carecem de investimentos em propaganda para que os consumidores saibam da sua existência.

Para Gerson Rolim, diretor-executivo da Camara-e.net, o desconhecimento em relação aos serviços disponíveis para o comércio eletrônico ainda é o maior culpado por esses problemas. “A internet é bem mais democrática do que a economia tradicional. Se quero abrir uma loja e não entendo de logística e meios de pagamento, posso colocar meu negócio num portal que ofereça todas as ferramentas”, exemplifica Rolim. “Hoje é muito simples e barato abrir e manter uma operação na internet”, garante.

Com a proposta de profissionalizar o pequeno e médio varejo eletrônico, a Camara-e.net realiza desde 2004, em parceria com o Sebrae e os Correios, o Ciclo MPE.net. O evento, que percorre várias capitais do País, traz uma série de seminários com foco na permanência sustentável no e-commerce. As palestras são feitas por executivos dos principais prestadores de serviços nas áreas de logística, segurança e soluções de pagamento on-line – entre outros segmentos – como Correios, Intel, Google, ClearSale, VeriSign, Locaweb, Redecard e UOL PagSeguro.

“Conhecimento é a palavra-chave. Queremos mostrar aos pequenos lojistas, que formam 75% de nossa base de associados, que é preciso escolher parceiros confiáveis para fazer a entrada na internet de forma mais segura”, afirma Sandra Turchi, superintendente de marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A entidade é parceira da Camara-e.net nos ciclos realizados na capital paulista. O interesse dos comerciantes por informações sobre o varejo eletrônico, segundo Sandra, tem crescido a passos largos. No ano passado, o evento realizado na cidade de São Paulo recebeu cerca de 1 mil participantes.

Para Gerson Rolim, o sucesso de audiência dos ciclos promovidos pela Camara-e.net são um termômetro do interesse crescente pelo empreendedorismo on-line. Ao mesmo tempo, segundo o executivo, há uma evolução significativa nos serviços oferecidos aos pequenos varejistas que atuam na internet. “Tivemos nos últimos anos um amadurecimento muito grande no que nós chamamos de ecossistema de produtos e serviços para o e-commerce”, afirma Rolim. “Aos poucos a gente vai quebrando as barreiras para a entrada dos pequenos varejistas na internet.”

Até o ano passado, segundo Rolim, o grande diferencial das grandes empresas de comércio eletrônico era a análise de risco para prevenção de fraudes. Hoje, esse tipo de solução também está disponível para pequenos negócios. Um exemplo é o Monitoração (m-ClearSale), sistema lançado recentemente pela ClearSale para lojas com baixo volume de transações. “Ele é adequado para clientes com menos de 1 mil pedidos por mês que estão começando suas operações na internet”, recomenda Renato Gonzaga, diretor comercial da empresa, que até então atendia apenas grandes clientes como B2W (Submarino e Americanas.com).

Ao aderir ao m-ClearSale, o empreendedor passa a contar com um sistema que avalia a faixa de risco de cada pedido. A indicação pode ser de baixo risco, médio ou crítico. O custo do serviço varia de R$ 19,90 mensais para 50 pedidos até R$ 149 para mais de 1 mil pedidos. A partir desta primeira avaliação de risco, o empreendedor pode optar por outros dois serviços da ClearSale, não incluídos no valor citado: um deles é a análise manual (a-ClearSale), feita pela próprio lojista, a partir de uma série de informações colocadas à disposição pela ClearSale. O outro serviço é a análise feita por especialistas da própria empresa (t-ClearSale) que entrega a resposta pronta para o cliente.

Os Correios também oferecem um pacote de serviços abrangente para pequenas lojas virtuais. As soluções vão desde a entrega expressa (e-Sedex) e econômica (PAC) até ferramentas de cálculo remoto de preços das tarifas, permitindo ao consumidor escolher entre os dois tipos de entrega no momento da compra. Há ainda a possibilidade de integrar à loja virtual ferramentas específicas para geração automática de etiquetas de entrega e de rastreamento de objetos.

Entregar no prazo ou antes do prazo é cada vez mais importante para quem vende pela internet. “O atraso na entrega é o principal fator de insatisfação no processo de compra on-line, de acordo com o e-bit”, afirma Lemuel Costa e Silva, analista de gerência corporativa de comércio eletrônico dos Correios. Para o executivo, pequenos varejistas devem aumentar seus cuidados com logística. Essa preocupação inclui desde o embalo adequado até o rastreamento do produto. “Isso gera credibilidade para a empresa e tranquilidade para o consumidor. Muitas vezes, o cliente fica aflito e com receio de comprar devido à falta de informações sobre o processo de entrega”, afirma Lemuel.

Segundo o executivo, os custos dos serviços dos Correios são bastante acessíveis para pequenos varejistas. Principalmente porque o mercado de compras pela internet trabalha num modelo em que o consumidor paga o frete separadamente do valor do produto. “Ou seja, não existe um custo extra ou adicional por parte da loja, o próprio consumidor é quem paga o serviço de entrega”, destaca Lemuel. No entanto, ele admite que as promoções de frete grátis são muito bem-vindas. “Na prática o que ocorre é que o custo do frete, geralmente um frete econômico, fica diluído no custo do produto.”

O que os pequenos varejistas precisam entender é que o comércio eletrônico tem várias peculiaridades que têm de ser levadas em conta na hora de abrir uma loja on-line. Só para citar um exemplo, enquanto uma lojinha de interior (ou mesmo de capital, como você pode ver em outra reportagem nesta edição) ainda pode se dar ao luxo de não aceitar cartão de crédito, na internet essa prática é inconcebível. Nada menos do que 80% dos e-consumidores utilizam este meio de pagamento. Loja virtual também não tem vitrine, o marketing é ainda mais importante do que no mundo físico. Quem quiser vender terá que se adequar às regras do jogo.

Alta Concentração

O maior varejista eletrônico do Brasil, a B2W, detentora das lojas Americanas.com e Submarino, respondeu no quarto trimestre do ano passado por 39,5% das vendas de bens de consumo feitas via internet. O dado exclui a comercialização de veículos e serviços como ingressos, passagens aéreas, pacotes de turismo e leilões virtuais. A concentração chega a 91,1% se forem considerados os resultados dos 50 maiores players do e-commerce nacional entre outubro e dezembro de 2008.
A boa notícia, para quem pensa em investir nesse mercado, é que esses percentuais têm caído, mesmo com o forte crescimento dos resultados individuais dos grandes varejistas. No quarto trimestre de 2007, as 50 maiores empresas responderam por 91,6% das vendas, uma queda de 0,5%. Mas a concentração ainda é muito significativa se comparada ao comércio físico. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, os 50 maiores varejistas respondem por 58% do faturamento do varejo offline.

Contato
Camara-e.net: (11) 3237-1102
e-bit: (11) 3047-4999
ACSP: (11) 3244-3322
Clear Sale: (11) 5539-5333
Correios: 3003 0100 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 725 7282

 

 

 

VAGNER FERNANDES DAVID  Pride Commerce  |  www.pridecommerce.com  |   11 9766-8986  |  18 9781-2575 |  18 8806-8356

 

 

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