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O sonho do cartão próprio


por Mônica Pupo

Com ou sem bandeira, e acessíveis também para o pequeno comerciante, cartões private label tornam-se importante ferramenta de marketing e fidelização

 

É difícil afirmar o número exato de cartões de loja em circulação no País. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), estima-se que circulam hoje cerca de 177 milhões de cartões private label (PL) no Brasil, que em 2008 movimentaram R$ 53 bilhões. Antes restrito às grandes redes de varejo, o cartão de loja tem se tornado uma opção cada vez mais viável para o pequeno e médio comerciante. Além de ser uma eficaz ferramenta de marketing e fidelização, o PL também permite que os varejistas forneçam crédito aos clientes e, consequentemente, elevem as vendas.

Divididos em puro (sem bandeira) e híbrido ou co-branded (com bandeira), os cartões PL surgiram nos anos 1970 para uso exclusivo nas lojas emissoras. Mas atualmente a tendência das grandes redes de varejo é investir nos cartões híbridos – feitos em parceria com bancos ou financeiras – que carregam a marca da loja, mas podem ser utilizados em qualquer estabelecimento como um cartão de crédito comum. “Nos últimos dois anos observamos uma quase não-emissão de PL puros, mas sim a migração destes para o sistema híbrido”, afirma Álvaro Musa, diretor da Partner Consultoria. Segundo o consultor, a preferência pelo cartão híbrido cresceu conforme o aumento da oferta de cartões de crédito por parte dos bancos. “Hoje em dia os clientes não querem carregar um cartão para cada loja. É melhor fazer um cartão único, com bandeira, que ofereça vantagens dentro da loja, mas que possa ser utilizado em outros estabelecimentos. Ou o lojista corre o sério risco de ter seu cartão esquecido na carteira”, avalia Musa.

Apostar em um cartão PL, no entanto, não significa abrir mão de aceitar outros cartões e formas de pagamento. Com 90% do mercado de cartões concentrado nas  bandeiras Visa e Mastercard, o cartão da loja funciona como meio de pagamento complementar, que deve oferecer vantagens extras – que pode ser crédito, parcelamento sem juros, isenção de taxa de anuidade etc. – para ganhar a preferência do cliente. “Um não exclui o outro. O cartão da loja deve ser um complemento às bandeiras, por isso a melhor opção hoje é o modelo híbrido, que une as vantagens do PL tradicional à facilidade do cartão bandeirado”, diz Musa.

Alencar:

Na avaliação de Wanderval Alencar, diretor-executivo da administradora de cartões CSU Cardsystem, o modelo híbrido só é indicado para quem tem potencial de emitir a partir de 150 mil cartões. “Devemos considerar que, da quantidade total de pessoas que frequentam a loja anualmente, 10% tornam-se clientes do cartão.” No caso do PL puro, o executivo recomenda a quantidade mínima de 50 mil unidades.

 

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VAGNER FERNANDES DAVID  Pride Commerce  |  www.pridecommerce.com  |   11 9766-8986  |  18 9781-2575 |  18 8806-8356

 

 

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