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Dá para fuçar o DNA da Google?

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Muitas vezes, para conhecer o DNA de uma empresa, descobrir por que ela tem tal cultura corporativa, você tem que fuçar o histórico de seus fundadores. Saber por quais universidades e escolas passaram, quem foram os seus ídolos e referências. Enfim, conhecer a história pessoal dos fundadores.

Com a Google não é diferente, empresa que completou 11 anos no penúltimo domingo (dia 27) e, uma vez mais, é tema de livro (quem acompanha o blog atentamente deve entender o porquê dessa frase). A empresa tem servido de pauta certa para escritores em todo mundo.

Por que a Google investe em biotecnologia e energias não-poluentes? Por que a empresa permite que os seus funcionários gastem 20% de seu tempo em projetos próprios? Ou ainda, por que existe um sigilo tão grande interno em relação aos projetos da empresa?

O caminho para essas respostas está na análise da história pessoal dos fundadores da Google, aspecto que se destaca no livro Google – Lições de Sergey Brin e Larry Page, da jornalista Janet Lowe, lançado recentemente pela editora Elsevier. O original, lançado em maio, tem o nome de capa “Google Speaks“. E a escritora Lowe é responsável também por biografias sobre outros ícones dos negócios, Bill Gates e Warren Buffet.

O livro de Lowe é um dos poucos que li ultimamente sobre a Google que dá um destaque maior a essa “fase pré-google” da vida de seus fundadores. A escritora dedica espaço aos pais, às cidades onde moraram e à formação educacional deles.

Por esse caminho, fica evidente que o investimento em energias não-poluentes vem do interesse pessoal de Larry Page, cofundador da Google. Quando era estudante, ainda na universidade, ele ajudou a desenvolver um carro movido a energia solar. A ideia do 20% de tempo livre vem lá de trás, da formação educacional dos fundadores. Os dois foram educados em colégios Montessori, que adotam um método de ensino que valoriza a auto-organização e a iniciativa própria do aluno.

sergeybrin01E a dinâmica aberta, mas ao mesmo tempo fechada da empresa? É um costume comum no Vale do Silício, mas dizem que isso vem do russo naturalizado americano Sergey Brin, também fundador da Google, que, desde a época de universidade, sempre foi muito desconfiado, falava sobre um plano apenas quando ele estivesse plenamente concretizado. Não é à toa que até hoje os comunicados públicos da Google viram manchetes, mas as atividades internas ficam bem guardadas.

É lógico que esses aspectos não justificam todas as estratégias da empresa, mas é um caminho para se conhecer um pouco a cultura corporativa da Google.

Brin, por exemplo, mantém até hoje o costume de se apresentar publicamente como um típico acadêmico em época de provas, cabelo despenteado, camiseta amassada e aparência de cansado (quem assistiu ao vídeo do anúncio do Android deve se lembrar desse aspecto).

Porém, segundo Lowe, os fundadores desenvolveram mais ainda esse seu lado excêntrico (os dois têm o costume de chegar atrasado na reunião errada) depois de terem participado do Burning Man, festival anual de “contracultura” que acontece durante 7 dias no deserto de Nevada, nos EUA.

Rumores dão conta que Page e Brin mantêm até hoje o hábito de ir todo ano ao Burning Man. Aliás, o fato de Eric Schmidt, atual diretor geral da Google, ter participado do festival foi um dos fatores que influenciou na sua escolha como diretor da Google em 2001.

Tríade do Google

O Burning Man aliado à pressão de investidores que queriam um “diretor geral experiente” para a Google pode ter ajudado a formar a tríade – Page, Brin e Schmidt – que guia a empresa até os dias atuais, sendo que Schimdt, que tem 54 anos, aceitou assumir um papel quase de pai. De polir as ideias e muitas vezes segurar o ímpeto de execução de Page e Brin, com 36 anos cada um.

Apesar de passear por esses detalhes que justificam a cultura da empresa de busca, o que o livro de Janet Lowe deixou mais evidente para mim foi o relacionamento tênue da Google com o governo, além do lobby considerável que ela possui no Congresso Americano.

Um exemplo é o acordo bem vantajoso que a empresa possui com a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, que dá para a Google todos os direitos comerciais exclusivos de uso das imagens fornecidas pelo satélite GeoEye- 1. Imagens que são utilizadas no Google Earth.

googleloweAlém disso, em 2008, o fato da FCC (espécie de Anatel dos EUA) ter aprovado a abertura do espectro de transmissão de TV é considerado até hoje um dos maiores exemplos do poder de influência da Google em Washington. A Google era a empresa que mais defendia a liberação de uso de espectros ociosos de transmissão para a utilização e extensão da tecnologia Wi-fi.

Apesar do livro ser bem entusiasta em relação ao Google, Lowe não deixa de fora alguns conflitos e controvérsias. Até hoje, por exemplo, a Google não explicou direito um processo que a empresa sofreu de um ex-funcionário de 52 anos que alegou discriminação em razão da idade. Segundo o ex-funcionário, ele era chamado de “cara velho” e que as suas ideias eram “obsoletas”. Processo que até hoje a Google abafa.

Isso abre espaço para Lowe fechar o livro afirmando que a Google é um dos “paradoxos mais desconcertantes” de hoje em dia. “Amamos o Google, despimos nossas almas diante dele” ao fazer uma busca e ao utilizar os serviços, mas até hoje não entendemos, de fato, como ele funciona.

O que eles realmente fazem ou farão com os nossos dados? Qual o futuro da Google? É realmente o caminho da “inteligência artificial”, um mecanismo de busca que entenda perfeitamente o que estamos pesquisando? Ou a Google será como a Toyota, que ficou dominante por 30 anos no mercado?

O livro não é nenhuma bola de cristal, mas deixa claro que a Google atualmente é o maior exemplo de que o sonho americano ainda existe (de que com ousadia e persistência tudo é possível) .

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