Loja Virtual Grátis

Loja Virtual Grátis
Patrocinador

Sucessão familiar é suscetível a casamentos e divórcios

por Agência Sebrae

Especialistas alertam para a necessidade de deixar todas as relações entre herdeiros e cônjuges claras e documentadas

O assunto está na novela das oito. A matriarca da família assume a empresa após a morte do fundador. Inconformado, o filho mais velho tira a mãe da cadeira de presidente.

Relações mal definidas entre herdeiros podem levar ao fechamento da empresa. Cerca de 70% das empresas familiares não chegam à segunda geração e menos de 10% não chegam à terceira, segundo o administrador de empresas e consultor do Grupo de Estudos de Empresas de Empresas Familiares (GEEF), da Fundação Getúlio Vargas, Telmo Schoeler.

O dado é preocupante, já que pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as empresas familiares no Brasil são responsáveis por 50% do Produto Interno Bruto (PIB). Das micro e empresas no País, 85% são familiares, segundo o Sebrae.

Para Schoeler, o que torna uma empresa familiar perene é um tripé constituído de valores e princípios, capital e gestão. “O que é sólido e imutável são os valores e princípios. Já capital e gestão precisam ser flexíveis e dinâmicos”, diz o consultor, que participou nesta terça-feira (17) do Seminário O Futuro das Empresas Familiares no Brasil, promovido pela Fecomercio em parceria com o GEEF.

Segundo ele, capital e gestão estão ainda ancorados por quatro pilares: gestão, recursos, mercado e processo, que precisam ser interdependentes. “O sucesso está no todo e no equilíbrio”, diz.

O problema é quando as relações familiares afetam a empresa, diz o especialista em direito sucessório Luiz Kignel. Segundo ele, as relações da família com a empresa devem estar ancoradas em documentos que possam dirimir dúvidas em relação à sucessão ou aos herdeiros.

“A vida ensina que o Fórum termina com os problemas, mas não necessariamente fazendo justiça. A justiça faz-se dentro da própria casa, resolvendo os conflitos. Por isso, quanto mais clara for a relação dos herdeiros e de genros e noras, mais fácil será resolver os conflitos”.

Kignel alerta os empresários para situações constrangedoras que envolvam o novo Código Civil. Segundo ele, desde 2003 o cônjuge é herdeiro necessário mesmo em separação total de bens. “É preciso pensar que hoje as relações de nossos filhos podem impactar o patrimônio geral da empresa”.

Ele dá como exemplo o caso de uma empresa fundada por dois irmãos. Depois que morreram, eles deixaram sete herdeiros – quatro de um e três do outro. Dos quatro irmãos, uma se divorciou e o marido quis sua parte da empresa. Quando conseguiu, resolveu passar para o lado dos outros três. “Os quatro irmãos, que antes tinham a maioria da empresa, passaram para a minoria. Uma crise instalou-se na família”.

Para tentar resolver estes conflitos, algumas empresas estão promovendo o Family Office, ou em português, o escritório da família. Especialista no assunto, Rene Werner, também do GEEF, diz que este escritório administra os valores intangíveis da empresa.

“No Family Office, não há conselheiros. É apenas a família e, às vezes, alguma pessoa que possa assessorar a reunião, onde são discutidos os assuntos da família em relação à empresa, como promoções ou demissões de herdeiros, qualificações de familiares para assumir determinados cargos”.

É possível inclusive, diz Wener, pensar o momento de sair do negócio ou aumentá-lo. Nas pequenas e médias empresas, a concordância da família para mudanças é fundamental, de acordo com o especialista. “É importante entender que a família precisa ter independência da empresa. No Family Office, fazemos com que a família pense em coisas importantes como transparência de dados, lazer, apoio ao indivíduo e treinamento de seus herdeiros”.

 

 

VAGNER FERNANDES DAVID  Pride Commerce  |  www.pridecommerce.com  |   11 9707-7778  |  18 9781-2575 |  18 8806-8356

 

0 Comentario "Sucessão familiar é suscetível a casamentos e divórcios"

link patrocinado

Saldão de Eletros

Sua loja grátis

Copyright

É expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo e dos textos disponíveis no site principal (http://www.pridecommerce.com), no fórum de discussões, no boletim de notícias enviado por email e em nas nossas páginas em redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube etc.), seja através de mídia eletrônica, impressa ou qualquer outra forma de distribuição, mesmo citando a fonte e colocando link para o artigo original. Os infratores serão indiciados e punidos com base nas leis nº 9.610 de 19/02/1998 (Brasil), Digital Millenium Copyright Act (DMCA) (EUA) e diretiva 2001/29/EC (União Européia).



Não nos responsabilizamos por danos materiais e/ou morais de qualquer espécie promovidos pelo uso das informações contidas em nosso site, em nosso fórum de discussões, nosso boletim de notícias ou em publicações feitas em redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube etc.).



Opiniões emitidas por usuários e moderadores não necessariamente refletem a opinião da Pride Commerce e de sua direção.